Traição e a Terceira Pessoa

Traição e a Terceira Pessoa
Há um olhar que sabe discernir o certo do errado e o errado do certo — email: oswrod@inpasex.com.br

Traição é o rompimento da tradição e em alguma instância todo ser humano trai. A traição pode não ser apenas e tão somente vinculada as questões sexuais, ela está intimamente ligada ao apego de um dos membros, ou ambos…

Há um olhar que sabe discernir o certo do errado e o errado do certo. Há um olhar que enxerga quando a obediência significa desrespeito e a desobediência representa respeito. Há um olhar que reconhece os curtos caminhos longos e os longos caminhos curtos. Há um olhar que desnuda, que não hesita em afirmar que existem fidelidades perversas e traições de grandes lealdades. Este olhar é o da alma (Bonder, 1998).

Segundo Bonder, a traição é o rompimento da tradição e em alguma instância todo ser humano trai. A traição pode não ser apenas e tão somente vinculada as questões sexuais, ela está intimamente ligada ao apego de um dos membros, ou ambos, do casal aquilo tudo que imaginam ser a perfeição da relação.

Quando pensamos na traição como sendo o foco das grandes dificuldades de estabelecimento e manutenção de vinculo entre os casais… Ela realmente pode ser.

A traição se apresenta de muitas formas e maneiras que discutiremos detalhadamente em cada um dos aspectos envolvidos, que não apenas a sexual:

  • Filhos;
  • Pais;
  • Ex Relacionamentos;
  • Sexo com outras pessoas;
  • Questões financeiras;
  • Maneiras de estruturar as relações sociais;
  • Inúmeras outras situações.

Ocasionalmente as pessoas se envolvem em situações de traição, deslealdade ou infidelidade por simplesmente acreditarem que a causa vale a pena. As paixões, sejam elas, por outra pessoa ou por outras causas, são sempre a mola propulsora dos rompimentos das relações de tradição. As pessoas em geral, vivem em tensões ou estados de estresse que podem ser bons ou ruins.

Discutiremos o modelo proposto por Hill (1949, 1958) – e trabalhado por Dattílio, em seus escritos.

A B C X da Crise Familiar ou Conjugal

Necessitamos do entendimento de A – são as variedades de agentes externos que são os fatos. B – é a capacidade individual de lidar com os fatos, ou seja, são os eventos internos que auxiliam ou atrapalham a estruturação das relações. C – A percepção do outro sobre o fato acontecido e sua capacidade de suportar a situação e X – a desorganização estabelecida pelo fato. Frequentemente, no estado de desorganização, disparam necessidade de mudanças rápidas, para a manutenção da estrutura conjugal.

Caberá ao terapeuta de casal encontrar recursos e estratégias para ajudar o casal a se recompor numa nova realidade e num novo tipo de contrato que será necessário para que se mantenham enquanto casal. Buscando a auto regulação. Existem diversos componentes sociais que farão com que as questões das organizações conjugais, visitem um aspecto fundamental: O padrão da moralidade e sansões dos mesmos e ainda a compreensão do que cada significa para cada pessoa envolvida no casal e em termos de propostos e válidos. Assim, se estruturarmos uma comunicação adequada e adaptada a cada casal terá a possibilidade de resolução de crise.

Como se resolve a crise?
Novos paradigmas relacionais com qualidade de vida, que inclui a possibilidade de separação. Cada terapeuta de casal deve se mantiver de maneira expectadora e buscar maneiras adequadas a resolução dos medos e inseguranças advindas da vivencia nomeada, como traição.

Referência bibliográfica:
Dattilio, F. M.; Freeman. A. (1995) – Estratégias cognitvo-comportamentais para a intervenção em crises (volII). Editorial Psy II: Campinas (SP); pag. 343-365.
Bonder. N. (1998) – A Alma imoral. Editora Rocco: São Paulo.

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