Mitos e Verdades sobre a Terapia Sexual

Mitos e Verdades sobre a Terapia Sexual
"Podemos ter sessões individuais, mas as sessões com o casal auxiliam de diversas formas." —email: inpasex@uol.com.br

A terapia sexual, uma forma de psicoterapia, é aconselhada a casais que estejam enfrentando problemas no relacionamento sexual. A psicoterapia é um método científico de tratamento que propicia mudanças de comportamento, de funcionamento no mundo e nos relacionamentos humanos.

Há 30 anos eram mais mulheres que procuravam tratamento, geralmente reclamando que não conseguiam ter orgasmos nos relacionamentos sexuais, sentindo-se prejudicadas por não poder oferecer ao companheiro o que consideravam era necessário. Também a falta de mobilização para o relacionamento sexual trazia estas mulheres na busca de estarem adequadas ao homem que apresentava mais desejo de fazer sexo.

Atualmente existe uma quantidade de casais que passa a ser muito mais importante do que há 30 anos, trazendo a compreensão de que o casal tem uma dificuldade de relacionamento sexual.

As mulheres tem as mesmas dificuldades que reclamavam há 30 anos, mas estão mais voltadas a buscarem soluções que as satisfaça, com este parceiro ou se não for com esse, seja com outro.

Homens continuam procurando solucionar dificuldade de desempenho, como ter e manter ereções penianas ou controlar a ejaculação voluntariamente, mas tem aumentado o número de homens que compreendem que o desejo sexual não está sob seu controle e querem desenvolver-se.

A psicoterapia focalizada na sexualidade pode auxiliar casais a se envolverem mais adequadamente, mais profundamente no relacionamento sexual e melhor a qualidade de vida dom casal. Mas foca em queixas mais corriqueiras e focais: dificuldades de ser penetrada e falta de motivações para o sexo, além de poderem ter prazer Orgásmico mais frequentes ou no relacionamento coital para as mulheres. Homens queixam-se de não controlarem o momento de ejacular ou de ter e manter o pênis rígido além de terem falta de desejo de sexo.

Um problema que traz casais ao consultório é a diferença de necessidade de frequência de relacionamentos sexuais. Outra questão é a forma de se obter prazer e satisfação sexuais em casais, onde entram as preferencias sexuais diferentes entre o dois. Além da adequação sexual a dois, permitindo satisfação, podemos ter algo mais extremo que são os comportamentos chamados de parafílicos, onde um dos dois aprendeu a obter prazer sexual de modo muito diferente do que comentamos na rua em nossa cultura, e a adequação do casal se torna mais difícil de se conseguir sem auxílio profissional encaminhando as superações.

Podemos ter sessões individuais, mas as sessões com o casal auxiliam de diversas formas.

Uma questão primordial é que a outra pessoa sempre será a maior interessada no desenvolvimento do comportamento sexual da parceria, e nada mais justo do que participar, colaborando, mas também apontando as direções que também lhe convenham.

Algumas pessoas precisam da psicoterapia individual, em paralelo. Seja por necessidade de desenvolverem qualidades que facilitem o relacionamento sexual, seja para superarem expressões e comportamentos que os impeçam ou dificultem o desempenho sexual por questões pessoais, mais do que interpessoais. Aprender a lidar com ansiedades, estados depressivos ou o estresse do trabalho, administrar formas de pensamento, auto regras, fantasmas do passado são questões individuais a serem trabalhadas.

Ensinar a transar direito é uma forma precária de se referir à Psicoterapia Sexual, mas é uma parte compreensível que nossos pacientes tem do processo.

Em verdade existem muitas formas de se “transar direito” e cada casal desenvolve uma forma específica que será a forma deles em transar direito.

Temos discursos sociais do que se tem ou deve fazer no sexo. Todos lemos e ouvimos e repetimos estes formatos, mas cada qual tem modos muito idiossincráticos de obter prazer sexual, e isto precisa ser considerado quando existem duas pessoas envolvidas. Geralmente a outra não aprendeu da mesma forma, desconhece os caminhos e isso traz problemas de casal.

O aprendizado sexual na psicoterapia não é um aprendizado pedagógico, mas psicológico. Isto implica que o casal que acabou de sair da sessão está fazendo um caminho diferente o casal que vai entrar no próximo horário. Mas os dois casais falarão que estão treinando como fazer o sexo adequado.

Isso às vezes confunde as pessoas que os médicos encaminham para a psicoterapia sexual, achando que terão “treinamento sexual” no consultório! E no consultório, nas sessões de psicoterapia falaremos, planejaremos, compreenderemos o que ocorreu e o que irá ocorrer para modificar os comportamentos e obter o sexo desejado.
Nenhum paciente ficará despido no consultório de terapia sexual.

Nenhum casal fará nada de sexo na frente do terapeuta, muito menos com o psicoterapeuta!

O psicólogo não fará exames físicos. Sendo necessário, o psicoterapeuta encaminha o paciente a um ginecologista ou um urologista que procederá aos exames físicos.

O terapeuta não toca os pacientes fisicamente. Não há razão técnicas, prática, nem teórica, além de ser ilegal e não profissional fazê-lo.

Um psicoterapeuta sexual pratica a psicoterapia.

No Brasil a psicoterapia é o instrumento profissional maior do psicólogo, e por extensão legal de médicos que tenham estudado para praticar a psicoterapia. Nenhuma outra formação acadêmica é legalizada no Brasil para fazer psicoterapia.

Esta é uma questão que também depende do psicoterapeuta…

Em meu consultório, a maioria dos casais se mantém juntos. E o fazem por descobrirem novas formas satisfatórias de entrosamento a dois, além do sexual, coital.

Esta é uma pergunta bem difícil de se responder, pois pessoas diferentes tem necessidades e caminhos diferentes.
Os problemas sexuais mais simples, que não envolvam questões de desejo sexual, podem ser superados em 75% dos casos em prazos de 6 a 8 meses (estatística do InPaSex).

Mas sempre dependemos de outras questões, a exemplo de se houver um estado depressivo que exigirá ser trabalhando antes de se iniciar a fase dirigida a sexo (e preferencialmente sem medicamentos, pois estes interferem com o desempenho sexual de modo negativo para a maioria dos pacientes).

Os relacionamentos produzem os problemas sexuais!

Um problema sexual não separa um casal, a não ser que um dois já tenha planejado o caminho da separação e usará a justificativa, a desculpa para a separação.

Problemas sexuais sempre podem ser superados.

Problema sexuais são dos mais fáceis de serem solucionados em psicoterapia.

Os resultados mais certeiros são o de superação do problema, modificação dos comportamentos que geravam as dificuldades.

Afinal, além de evitar o desprazer, encontramos prazer e satisfações com os resultados da terapia! O prazer sexual é a grande motivação e o grande objetivo!

Se sente que tem um problema sexual, consultar-se com um psicoterapeuta que conheça os caminhos em ajudar será o inicio da solução!

Na primeira consulta, sentiu-se bem? Vá em frente, sigas as orientações e o processo de psicoterapia seguirá um caminho que lhe convém!

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