
Escala de Auto-Eficácia Sexual – Função Erétil (versão E) –
Estudo de Validação Clínica no Brasil
Instituto Paulista de Sexualidade – InPaSex
GEPIPS – Grupo de Estudos e Pesquisas do InPaSex
rua Traipu, 523 – Perdizes
01235-000 – São Paulo – SP -
Brasil
Oswaldo M. Rodrigues Jr.
Elaine C. Catão
Itor Finotelli Jr.
Fernanda Robert de C. S. Silva
Diego H. Viviani
Introdução
Bandura (1986) ressalta que, entre os vários aspectos da auto-percepção, aqueles que
exercem maior influência no dia-a-dia das pessoas são exatamente as concepções que possuem
sobre sua eficácia pessoal. A eficácia envolve a capacidade generalizada de organizar habilidades
cognitivas, sociais e comportamentais, e orientá-las para um determinado propósito. As crenças de
eficácia contribuem tanto para o aumento da motivação quanto para a seleção de estratégias
cognitivas adequadas à solução de um determinado problema (Bandura, 1997).
O senso de auto-eficácia torna-se um preditor do comportamento futuro, assim como também
irá determinar o quanto de esforço será investido na busca de um objetivo e o nível de persistência
frente aos obstáculos encontrados na execução da tarefa. Quanto maior o senso de auto-eficácia,
mais vigor e persistência serão demonstrados pelo indivíduo (Bandura, 1986).
A Escala de Auto-Eficácia Sexual – Função Erétil (SSES-E) é uma escala que utiliza o
conceito de auto-eficácia para avaliar as crenças sobre o desempenho sexual e eretivo masculino
em uma variedade de situações sexuais. Pressupõe-se que crenças negativas sobre o
comportamento sexual geram uma série de fatores, principalmente ansiedade, frente à execução
desse comportamento; que conseqüentemente impedem um bom funcionamento sexual (Fichten & cols., 1998; Rodrigues Jr., 1995; Rodrigues Jr., 1999).
Sobre a Escala
Tendo como base os itens dos questionários: Goals for Sex Therapy e Erectile Difficulty
Questionnaire; a escala foi elaborada contendo 25 afirmativas sobre o comportamento sexual
(exemplo: pensar na relação sexual sem ficar ansioso ou com medo), distribuídas em quatro grupos
específicos que incluem as fases do funcionamento sexual: desejo, excitação, orgasmo; e seu
desempenho; nas quais o sujeito deve assinalar na coluna 1 se acredita ser capaz ou não de realizar
tal comportamento e especificar na coluna 2 qual o seu grau de certeza numa escala de 10 a 100,
sendo 10 para ‘quase sem certeza’ e 100 para ‘certeza absoluta’ (Fichten & cols., 1998; Rodrigues
Jr., 1991).
A escala utiliza medidas baseadas em auto-relato para sua mensuração, sendo elaborada
para uso clínico, especificamente para avaliação das disfunções sexuais masculinas; podendo ser
empregada também para compreensão cognitiva do funcionamento sexual, evolução do tratamento
e avaliação por pares (pela parceria) corroborando com as respostas dadas pelo sujeito sobre sua
eficácia sexual (Rodrigues Jr., 1999).
Para correção considera-se que todas as notas acima de 80 confirmam comportamentos
sexuais apropriados. Entre 80 e 50 caracterizam-se comportamentos sexuais com baixa confiança,
devendo ser avaliados e abaixo de 50 demonstram problemas no comportamento sexual, e mesmo
não havendo tal dificuldade, o comportamento se encontra fragilizado podendo acarretar uma
possível disfunção ao qual se associa (Rodrigues Jr., 1995).
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